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sexta-feira, 15 de junho de 2012

Grêmio 0x2 Palmeiras



Amigos do Diga, nem o mais otimista dos palmeirenses imaginava o cenário que passou nesta quarta-feira no Estádio Olímpico. Se a vitória alviverde já era tida como improvável por 99% da mídia esportiva, o consistente padrão de jogo apresentado pelo Verdão encheu de esperança a nação alviverde para os três derradeiros jogos nesta Copa do Brasil

Felipão mandou a campo um time bem alterado em relação às últimas partidas pífias no Brasileirão, porém muito bem treinado taticamente: um pseudo 3-5-2 com Henrique deslocado para o meio.  Aliás, percebeu-se neste confronto como há o dedo do treinador, seja na disposição dos atletas em campo ou na motivação do grupo em busca de redenção. Como no xadrez, Scolari deu um xeque-mate em Luxemburgo dentro de Porto Alegre e levou uma ótima vantagem de 2x0 para a decisão quinta-feira em Barueri.


Deslocado para frente da defesa, o zagueiro-volante cumpriu sua função com êxito e anulou a armação do Grêmio colado em Marco Antônio. A dupla de zaga formada por Thiago Heleno e Maurício Ramos não deu chances a Miralles-Kléber na primeira etapa e nem a André Lima-Marcelo Moreno na segunda. Juninho e o polivalente Luan evitavam os avanços de Gabriel pela esquerda da defesa.

Desta forma, restava ao Grêmio às saídas de bola pelo meio com seus volantes ou na esquerda com Pará. Apesar do bom jogador Fernando, o clube gaúcho enfrentava uma forte marcação palmeirense no centro com João Vitor e M. Assunção. Sobrava então Pará! O que não acrescentava muita coisa para o time de Luxa pela falta de técnica do lateral ex-Santos.

E foi assim, com forte marcação, que o Verdão parou o tricolor gaúcho durante os 90 minutos.  No final do jogo veio a cartada final de Felipão com grandiosa dose de sorte. Aos 40 do segundo tempo, Mazinho entrou e, no minuto seguinte, abriu o placar após linda enfiada de Cicinho, também vindo do banco. Quatro minutos mais tarde, Juninho cruzou da esquerda e Barcos (o 9!) subiu e testou conforme o manual, no chão e no contrapé de Victor! 2x0 e festa no chiqueiro!

Faltam apenas 3 jogos para sermos novamente campeão de uma competição nacional! Espero que a determinação e a aplicação tática demonstrada no Sul sejam mantidas para carimbarmos a vaga na decisão e, posteriormente, conquistarmos a tão sonhada taça!

Sinal vermelho
Márcio Araújo e Leandro Amaro. A dupla (enfim) barrada para o primeiro jogo da semifinal pode ficar novamente no banco no jogo de volta já que os substitutos João Vitor e Maurício Ramos foram bem para felicidade geral da torcida.
Luan. Como ele erra tantos passes e tantos chutes a gol? Continuo achando que o problema dele é a bola.

Sinal amarelo
Daniel Carvalho. Era seu jogo. Conhecia bem o campo e o adversário. Estava substituindo Valdivia. Contudo, foi um dos poucos que destoou do grupo e não foi bem.
Artur. Entrou como titular e vinha seguindo muito bem seu papel designado por Felipão. Até que sentiu a coxa após disputa com Marcelo Moreno. Pode ser dúvida, dependendo da lesão.
Valdivia. Passando por um momento delicado fora dos gramados, o Mago decidiu hoje que fica no Palmeiras ao menos até o fim da Copa do Brasil. Onde estará com a cabeça? Precisamos dele.

Sinal verde
Luan (2). Como corre todo o campo e marca todo o lado esquerdo? Perfeita atuação tática. Não é a toa que é o queridinho do técnico.
Barcos. A cada jogo mostra, mesmo com os rojões que chegam no seu pé e às vezes estando isolado, que sabe jogar. Centroavante no sentido literal. Mais um tento guardado pelo Pirata!
Henrique. A surpresa do treinador ao atuar ora como volante, ora como terceiro zagueiro. Fundamental no resultado da partida. Não sentiu a adaptação e pode dar certo daqui em diante.
Felipão. Foi de próposito todas aquelas "exibições" contra Lusa, Sport, CAM e o próprio Grêmio?! Surpreendente na escalação e matou o adversário. Ainda levou sorte com a entrada iluminada de Mazinho.

Paulo Lopes.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Clássico entre Palmeiras e São Paulo: 3x3

Imagem: SPNet



O clássico paulistano levado para a quente e distante cidade de Presidente Prudente termina num empate com muitos gols.
O Palmeiras abriu o placar logo no início, com gol de falta de Daniel Carvalho. O São Paulo tinha mais posse de bola, mas o bom sistema defensivo do Palmeiras neutralizava as investidas são-paulinas. E o Tricolor ainda abusava dos chutões para o ataque, sempre favorecendo a zaga. E nas subidas do Palmeiras, o time era mais agudo. Somente aos 15min o São Paulo equilibrou a partida, com chutes de fora da área de Casemiro e Lucas. Na esquerda e muitas vezes caindo pelo meio, Cortez fazia as melhores jogadas do time.

Pelo lado Alviverde, Daniel Carvalho apareceu dando chutes perigosos, num deles parou em Denis, em outro chutou por cima. O Palmeiras continuava melhor, com João Victor e Barcos atuando bem. Mas aos 30min, o São Paulo empatou: Lucas achou Casemiro na direita e o volante cruzou rasteiro, Cícero só encostou de esquerda e marcou. 1x1.

Aos 37min, o Palmeiras voltou a ficar na frente
: Ao receber uma bola na área, mesmo marcado, Hernan Barcos fez o que quis na área, conseguiu virar na frente de Paulo Miranda, fintou Piris e chutou de esquerda. Belo gol do argentino.

No intervalo Leão sacou Jadson, que fez um mal 1º Tempo e colocou Fernandinho. Logo no início o Tricolor do Morumbi conseguiu novo empate. Cortez deu chapéu em Cicinho dentro da área e o palmeirense barrou a passagem de Cortez pondo a mão em seu peito, pênalti corretamente marcado. Willian José bateu firme e empatou 2x2.
Willian José ainda perdeu a chance de virar, errou uma bola que, se tivesse conseguido dominar, teria saído na cara do gol.
Logo em seguida mais uma falha da zaga tricolor, numa bola alçada na área, os dois beques marcam a bola, nenhum dos dois a alcança e esta sobra para o centroavante Barcos, sozinho na pequena área. Palmeiras 3x2.

Fazendo um mea culpa, confesso que “cornetei” a entrada de Fernandinho, mas desta vez o canhoto entrou muito bem, deu bons dribles passando fácil pelos adversários, só foi parado quando sofreu faltas. E ainda fez o gol de empate: numa jogada pela esquerda, Fernandinho puxou para o meio e marcou um belo gol de fora da área, de pé direito (pasmem!). Placar final: 3 a 3.

Assim, o São Paulo repete o resultado da última partida contra o Bragantino e chega ao segundo clássico do ano e ainda não venceu nenhum. A zaga está preocupando a torcida do Mais Querido, tomar seis gols em dois jogos não dá. Por enquanto o ataque tem conseguido igualar, mas até quando? E além do número de gols, o que preocupa é a forma como os gols sofridos estão saindo, muitos pelo alto e em cobranças de escanteio. E hoje os dois gols do bom centroavante Barcos demonstraram a fragilidade da defesa tricolor: no primeiro ele sozinho se livrou de 3 e no segundo ele apareceu sozinho na pequena área, não pode! Leão tem que tratar de fazer treinos específicos e analisar a condição de titular de Paulo Miranda.

Até a próxima, meus amigos!

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