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quinta-feira, 19 de abril de 2012

Santos, orgulho brasileiro há 100 anos - Parte 3


Amigos do Diga, prometo que essa é a última parte da série. Paramos no fim do jejum em 2002, no título do time de Diego e Robinho.

Depois do renascimento do Santos em 2002 com Diego e Robinho, perdemos uma libertadores muito dolorida em 2003  pro Boca Júniors na final, em que Carlitos Tevez, ainda desconhecido do povo brasileiro, acabou com os dois jogos. Nesse ano ainda com a base do time campeão, fomos muito bem no Brasileirão, mas era impossível parar o Cruzeiro de Alex Cabeção, que jogou muito e levou o time à tríplice coroa(Campeonato Mineiro, Copa do Brasil e Brasileirão) e à mais de 100 pontos no campeonato nacional.

Em 2004 mantivemos alguns jogadores de 2002, como Robinho e Elano e adicionamos algumas boas peças como Ricardinho e Paulo César, que somados ao bom desempenho de Luxemburgo(quando ele ainda se preocupava mais em ser técnico do que empresário) nos deram mais um título brasileiro, dessa vez por pontos corridos.

À partir daí entramos em mais uma fase crítica, com Luxemburgo e o presidente Marcelo Teixeira enxergando o Santos apenas como uma empresa para dar dinheiro com a venda de jogadores trazidos do Paraná. Quando o time ficou à beira do rebaixamento em 2009, ficou claro que precisávamos de mudanças. E elas vieram.

Era Neymar e Ganso
Ainda em 2009, começaram a despontar dois jovens talentos da base santista. Um era Neymar, atacante magrinho e habilidoso, que aparecia como mais um sucessor de Robinho, como já tinham sido apelidados Renatinho e Wesley. O outro era Paulo Henrique, meia alto e de bom passe, mas meio lento. Quando os dois surgiram, confesso que tive minhas dúvidas quanto ao Neymar, mas Ganso eu olhei de cara e falei para meu amigo: Esse moleque tem que ser titular do meio-campo. Até hoje eu faço questão de lembrar esse meu amigo da frase dele: "Você está louco, jogador lerdo, não vai vingar não...". Hoje eu vejo que estava meio-certo. Em 2009, eles não vingaram, mas ajudaram o Santos a não ser rebaixado. Em 2010 a história foi bem diferente.

Em 2010 chegou ao Santos o técnico Dorival Júnior. Respaldado por um bom trabalho no Coritiba, mas ainda desconhecido do público em geral, o técnico se deu muito bem com o jovem time do Santos. E com uma vocação ofensiva por natureza, Dorival também agradou à torcida. Com jogadores muito rápidos, o Santos voltou à suas origens, formando um time com extrema vontade de fazer gols, mas também muito suscetível à tomá-los. Confesso como torcedor que foi o time que me deu mais felicidade em assistir, pois eu finalmente sentia uma gotinha da alegria de quem acompanhou os anos 60 do Alvinegro Praiano. Eram goleadas impiedosas de 10x0, 9x1, 6x3. Os times adversários já entravam sabendo que precisariam ao menos de 2 gols pra vencer, pois o Santos não deixaria de marcar.

Com o esquadrão formado por Arouca, Wesley, Neymar, Ganso, André e Robinho(que retornou no Paulista), o Santos conquistou tranquilamente a Copa do Brasil e o Paulistão 2011 e aqui vale lembrar uma cena épica de Paulo Henrique, agora já reconhecido como Ganso. Na final contra o Santo André, o Santos perdia por 3x2 depois de ter vencido pelo mesmo placar. Além disso possuía 2 jogadores a menos(Léo, Marquinhos e Brum foram expulsos pelo Santos e Nunes foi expulso pelo Santo André) e Robinho e Neymar já tinham sido substituídos. Dorival então decidiu tirar também Ganso pra reforçar o setor de marcação. Numa consciência absurda da necessidade do grupo, Ganso se negou a sair, pois era o único que conseguia segurar a bola no ataque e deixar o tempo correr, e disse para Dorival tirar o André(que tinha acabado de entrar). Dorival percebendo o erro grotesco, atendeu à solicitação do maestro e tirou André. Resultado: Santos campeão com direito à lance de gênio de Paulo Henrique, que ao perceber que não tinha ninguém para receber a cobrança de escanteio, deu apenas um toque e saiu de fininho, como se nada tivesse acontecido.
 Este blogueiro confessa que após o jogo teve um surto de alegria e berrava: "Dunga, essa era a prova que você precisava, esse moleque é craque, é o camisa 10 da seleção na Copa da África". Infelizmente o treinador não pôde me ouvir, não levou Ganso nem Neymar, e a seleção perdeu a Copa do Mundo.

Fato Importante: Durante o campeonato brasileiro, Neymar e Dorival discutiram após o craque santista ser substituído contra o Atlético-GO. Depois do incidente, o jogador pediu desculpas e aceitou o castigo imposto pelo treinador de 2 jogos fora do times. Infelizmente, a diretoria entrou em choque com Dorival porque um dos jogos era o clássico contra o Corinthians e os diretores queriam o craque em campo, Dorival não aceitou e foi demitido. Os boatos dão conta de que o presidente Luis Alvaro de Oliveira, o Laor, era contra a demissão, mas teve que acatar a decisão tomada por um conselho de investidores.

Após a demissão de Dorival, o Santos foi comandado interinamente por Marcelo Fernandes e conseguiu escapar do rebaixamento mais uma vez, já que o time não se empenhou muito no brasileiro por já estar com a vaga para a Libertadores garantida.

Em 2011 desembarcou na Vila Belmiro o professor Muricy Ramalho. Um técnico extremamente competente e campeão por onde passou(exceto Palmeiras, enfim...). Muricy cheogu com um objetivo claro na sua cabeça: ganhar a Libertadores(título que ele não conseguiu no São Paulo, mesmo tendo ganhado 3 brasileiros consecutivos), mesmo com o time correndo um risco desnecessário de não passar da primeira fase, após um péssimo trabalho de Adilson Batista.

Sempre pragmático, Muricy montou um time que não encantava como o Santos de 2010, mas era bem mais consistente e competitivo, 2 características fundamentais para ganhar o torneio sul-americano.
Contando com a base do time arrasador de 2010(Leo, Arouca, Wesley, Ganso e Neymar) e mais alguns bons reforços(Elano, Danilo, Alexsandro), o Santos se recuperou na competição, classificou para o mata-mata com vitórias convincentes contra Cerro Porteño e Colo-Colo, e ainda foi o único brasileiro a passar pelas oitavas, naquela que foi chamada a noite negra do futebol brasileiro na Libertadores.

Sem os brasileiros pelo caminho, foi relativamente fácil para o Santos chegar à final contra o tradicional Peñarol, adversário do primeiro título da Libertadores do Santos em 1962. Com um 0x0 no Uruguai e um 2x1 no Pacaembu(com gols de Neymar e Danilo), o Santos garantiu seu terceiro título de Libertadores.

Foi extremamente emocionante a cena do Rei Pelé levando Muricy até o centro do gramado para ser aplaudido pela torcida. O Rei parecia dizer: "Obrigado, Muricy. Agora eu estou em paz por saber que o Santos pode ganhar a Libertadores sem Pelé".

Além da Libertadores, em 2011 ainda faturamos o bi do Paulista, vencendo o Corinthians na final e vingando a final de 2009, quando Ronaldo, mesmo gordo, acabou com a gente.

Bom, é claro que muitas histórias ficaram de fora desse especial dos 100 anos do Santos Futebol Clube, mas seria impossível escrever tudo em apenas 3 partes. Espero que vocês tenham apreciado esse passeio pela história desse clube que revelou o maior jogador de futebol da história, levou o futebol brasileiro ao topo do mundo e até hoje é um adversário respeitado por todos.

PARABÉNS SANTOS PELOS 100 ANOS DE GLÓRIAS!!!

Carlos "Mickey" Constancio, humilde torcedor desse clube enorme chamado Santos FC

terça-feira, 17 de abril de 2012

Santos, orgulho brasileiro há 100 anos - Parte 2


Amigos do Diga, conforme eu disse no post anterior, a segunda parte do especial sobre o centenário do Santos é um relato um pouco mais pessoal desse humilde blogueiro. Para quem não acompanhou ainda o post anterior, paramos no ano de 1984 com o título paulista de Serginho Chulapa e cia.

Bom, eu nasci em 1985 então infelizmente não vi esse título. É claro que escolhi torcer para o Santos por influência paterna. Ficava maravilhado com as histórias contadas pelo meu pai sobre o time imbatível do Santos. Meus olhos brilhavam com os vídeos das jogadas do Rei Pelé, gols e mais gols, dribles impensáveis e adversários humilhados. Mas quando eu voltava para realidade, ela era dura demais. O Santos já não era mais encantador. Os craques tinham ido embora e me restava torcer por jogadores de vontade, mas técnica questionável como Guga, Almir, Axel e cia. Enquanto isso meus amigos torciam para o São Paulo de Raí, ou o Palmeiras de Rivaldo ou ainda o Corinthians de Neto. Foram tempos difíceis, muitos tentaram me convencer a mudar de time, mas eu não arredei o pé na certeza de que um dia aquela camisa branca voltaria a assustar os adversários e disputar títulos ao invés de se contentar com o meio da tabela.

Testemunhas de Giovanni
A primeira vez que senti o gosto de torcer por um time encantador em campo foi no Brasileiro de 95. O maestro Giovanni comandava um time de bons jogadores na frente(com Jameli, Marcelo Passos, Macedo, Robert) e jogadores extremamente dedicados se superando atrás(Carlinhos, Galo, Ronaldo). Esse time me proporcionou a partida mais emocionante da minha vida, naquela fatídica semifinal contra o Fluminense. O Santos havia perdido de 4x1 no jogo de ida e precisava vencer por 3 gols pra se classificar. E Giovanni só não fez chover naquele dia. No primeiro tempo ele marcou dois gols(o segundo um golaço depois de um drible seco no zagueiro).
 No intervalo uma cena épica, quando os jogadores do Santos optaram por não descer para os vestiários e ficaram reunidos no centro do campo, ouvindo todo o apoio da torcida que lotava o Pacaembu.

No segundo tempo, Giovanni apareceu de novo para dar o passe para Macedo marcar o terceiro gol que dava a classificação para o Santos. Mas 2 minutos depois o Flu também marca. Mais 10 minutos e Giovanni dá mais um passe, dessa vez para Camanducaia marcar e deixar o Santos classificado de novo. E o Fluminense pressionava em busca do gol da classificação, até que o maestro Gio resolve concluir sua obra prima com um toque genial de calcanhar, tirando 3 marcadores e deixando Marcelo Passos livre para arrematar de fora da área: Santos 5x1 e até o narrador do rádio enlouquecia berrando: PARA O SANTOS NADA É IMPOSSÍVEL!!!Frase que ficou marcada para sempre na minha cabeça. Depois o Fluminense ainda marcou mais um, mas a vaga ficou com o Santos e eu definitivamente sentia o coração alvinegro pulsando.

Depois desse jogo, assisti à uma das derrotas mais doloridas da minha vida(a outra foi aquele gol do Ricardinho nos acréscimos da semifinal do Paulista de 2000), quando o juiz Márcio Resende de Freitas simplesmente deu um impedimento por conta própria(o bandeirinha não assinalou impedimento), anulando o gol de Camanducaia que daria o título de 95 para o Santos. O Botafogo foi campeão.

Depois de 95, tivemos mais uma porção de times ruins, com jogadores que me dão arrepio só de lembrar: Claudiomiro, Preto, Galván, Odvan, Paulo Rink, Argel. Ainda faturamos um Rio-São Paulo em 97 com Luxa e uma Conmebol em 99 com o Leão. Mas alma só foi lavada de vez em 2002.

Fim do Jejum
Apostando num time de garotos e na capacidade do técnico Leão, o Santos penou na fase de classificação e só entrou para o mata-mata graças à uma improvável vitória do rebaixado Gama sobre o Coritiba na última rodada.
Mas aí brilhou a estrela da dupla Diego e Robinho e o Santos atropelou na sequência o São Paulo, time de melhor campanha, e o copeiro Grêmio para chegar à final do Brasileirão contra o Corinthians.
No primeiro jogo, 2x0 para o Santos e uma boa vantagem para a partida decisiva.
O segundo jogo eu me lembro que foi bem no dia do vestibular da Unesp. Eu, então com 17 anos, fui fazer a prova desesperado para não perder o jogo. Fiz a prova correndo(graças a Deus depois ainda passei) e liguei pro meu pai me buscar pra assistir o jogo. Infelizmente eu ainda esperava meu pai quando Robinho deu as pedaladas pra cima do Rogério e sofreu o pênalti. Acompanhei todo o lance pelo rádio de um corintiano, que esperava o filho terminar a prova também, e nem pude comemorar muito.
Cheguei em casa para assistir o resto do jogo. O corinthians precisava de 3 gols para tirar o título do Santos. Parecia tudo tranquilo até que aos 30 do segundo tempo Deivid empata e aos 40 Anderson vira o jogo. Bateu um desespero danado e o jogo de 2000(aquele do gol do Ricardinho citado acima) não saía da minha cabeça.
Foi então que tive a minha maior explosão de alegria com o futebol: Robinho driblou o zagueiro e cruzou para Elano empatar a partida. Eu chorava e gritava agarrado à TV: ELANO EU TE AMO!!!EU TE AMO!!!
Não tinha mais como o título não ser nosso. Leo ainda marcou o terceiro para definir o título com vitória.

Eu finalmente me sentia livre como toda a nação santista. O jejum de títulos tinha acabado e a história vencedora do Santos renascia.

Carlos "Mickey" Constancio

domingo, 30 de outubro de 2011

Opinião: Corinthians 2 x 1 Avaí


Thiago Bernardes/UOL


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O Corinthians não fez um grande jogo, mas venceu o Avaí por 2 x 1, e com 58 pontos e uma vitória a mais que o Vasco assumiu novamente a liderança do campeonato.
O time jogou com um jogador a menos (Leandro Castán foi expulso) durante todo o segundo tempo, saiu atrás do placar, mas conseguiu a virada com Emerson “Sheik” e Liedson.
Jogo
Num Pacaembu lotado e encharcado, o Corinthians do primeiro tempo assustou o torcedor.
O erro excessivo de passes travou o time, que viu o Avaí sair na frente, com gol irregular, aos 12min.
William recebeu em impedimento e preparou para Robinho bater no canto do goleiro Júlio César.
Após o gol sofrido, o time ficou nervoso e não conseguiu articular jogadas que levassem perigo ao gol do time catarinense.
Sem Alex, poupado, o time sofreu muito pra fazer a bola chegar com qualidade até William e Liedson.
Jorge Henrique e Danilo estavam bem marcados, com isso William vinha buscar a bola e deixava Liedson isolado no ataque.
A chuva que começou junto com o jogo e também atrapalhou bastante o time, os jogadores não paravam em pé, aumentando significativamente os erros de passe.
No final do primeiro tempo, Jorge Henrique saiu machucado e Emerson entrou em seu lugar.
O atacante quase deixou a sua marca ao pegar um rebote na entrada da área, mas a bola desviou no zagueiro e foi para escanteio.
No segundo tempo, Leandro Castán foi expulso aos 5min, o zagueiro segurou Lincoln, e como era o último homem foi expulso direto.
Após a expulsão, por incrível que pareça, a torcida se inflamou e não parou de apoiar o time até o final do jogo.
Com o apoio da torcida, o time foi pra cima do Avaí e conseguiu o empate aos 16min.
William fez jogada pelo meio e deu passe perfeito para Emerson, o atacante dessa vez aproveitou, marcou um bonito gol e colocou fogo na partida.
Gol de Emerson, na narração de José Silvério: http://radiobandeirantes.com.br/audios_rb/11_10/111030_gol_002.mp3
A virada era questão de tempo, William na direita e Emerson na esquerda infernizavam os zagueiros e o time começou a chegar com perigo ao gol do Avaí.
Emerson, Danilo, William e Liedson perderam boas oportunidades de colocar o time na frente do placar, mas erraram suas finalizações.
Mas aos 32min, após escanteio de Sheik, a zaga do Avaí bateu cabeça e a bola sobrou para Liedson que cabeceou e marcou o gol da virada. 2x1.
Gol de Liedson, na narração de José Silvério: http://radiobandeirantes.com.br/audios_rb/11_10/111030_gol_003.mp3
Após a virada, Wallace e Edenílson entraram no lugar de Liedson e William para segurar o resultado.
O Avaí ainda teve uma chance para empatar, mas ficou nisso.
Grande vitória do Corinthians, porque mesmo sem ter jogado bem, conseguiu com o apoio da torcida uma virada na raça.
Ralf e Sheik foram os melhores do time.
O volante foi recuado após a expulsão de Castán e jogou muita bola.
O atacante fez sua melhor partida pelo time, com habilidade e velocidade foi pra cima da defesa adversária e deu muito trabalho, sem sua presença a virada hoje seria impossível.
Próximo jogo
Domingo, às 17hs, Parque do Sabiá (Uberlândia), contra o América-MG.
Castán expulso e Paulo André com 3º amarelo são desfalques certos.
Wallace e Chicão podem formar a zaga.
Alex e Alessandro devem voltar.
Até a próxima!

domingo, 3 de julho de 2011

Até agora decepcionante...


3 de julho de 2011. Brasil 0 x 0 Venezuela. Copa América:

Hoje o Brasil estreou na Copa América, e se a Argentina é uma das atrações da competição o Brasil obviamente também é, e como os hermanos qualquer resultado que não fosse uma “sacolada” contra a Venezuela não iria satisfazer as expectativas. E decepcionou...

O Brasil de Mano Menezes foi bem escalado, com:

Julio Cesar,

Dani Alves, Lucio, Thiago Silva, André Santos;

Lucas, Ramires;

Robinho, Ganso, Neymar;

Pato.

No esquema 4-2-3-1 e com escalação semelhante a da estréia de Mano como técnico, formação tática e equipe que não haviam se repetido até aqui. E confesso que tinha grandes expectativas de que poderia ser um estrondo, não foi.

Durante todo o jogo a seleção canarinho apesar de domínio das ações não levou perigo constante ao adversário. Muito pela “ausência” de Ganso, que é peça fundamental no esquema.

Mas o maior motivo do mau desempenho não foi a escalação e nem tática, foi de postura. A seleção como um todo parecia ter uma aura da firula, nas poucas oportunidades que tivemos boa parte foi perdida por isso. Um toque a mais, um enfeitadinha, uma pose, e não tinha a definição do lance. Não sou daqueles que acha um desrespeito o drible ou uma tabela, nem mesmo se isso não for feito buscando o gol, porque entendo que o futebol é um jogo de dominação, e muitas vezes um drible ou tabelinha mesmo que improdutiva subjuga o adversário, mostra superioridade, ou ate mesmo irrita. Portanto deve existir, mas não é o objetivo final do jogo, lógico.

Se Mano terá aspectos táticos e técnicos para trabalhar até o próximo jogo, também terá que trabalhar a cabeça dos jogadores, e buscar objetividade da equipe, e com certeza mais participação de Ganso. E se paciência não é uma virtude da “torcida” brasileira e nem coerência a da CBF, essa Copa América é muito importante para Mano Menezes...

Felipe Xavier Pelin é corinthiano e gosta desse negócio chamado Futebol.

Seu Twitter é @felipexpelin

domingo, 26 de junho de 2011

OPINIÃO - Copa América - O 4-3-3 de Mano, na seleção e no Corinthians.

No 1º coletivo da seleção, Mano Menezes escalou o time titular no esquema 4-3-3, mesmo esquema que utilizou no Corinthians em 2009.

Brasil:2011
Defesa: Julio César, Daniel Alves,Lúcio,Thiago Silva e André Santos
Meio: Lucas Leiva, Ramirez e Ganso
Ataque: Robinho, Neymar e Pato




Corinthians:2009
Defesa: Felipe, Alessandro, Chicão, Willian e André Santos
Meio: Cristian, Elias e Douglas
Ataque: Jorge Henrique, Dentinho e Ronaldo

Deixando de lado a parte técnica e analisando apenas o esquema, vejo algumas diferenças no que diz respeito à marcação.

No Corinthians, Alessandro, Jorge Henrique e Dentinho ajudavam o setor defensivo e essa postura era fundamental para que o time funcionasse.

Na seleção, não vejo essa característica de marcação nos jogadores que devem fazer esse papel: Daniel Alves, Robinho e Neymar, nunca se preocuparam com a marcação nos clubes onde jogaram. Daniel Alves no Barcelona, é muito mais um ala do que lateral “Cafú”; Neymar no Santos, nunca marcou; e Robinho no Milan também não, mas talvez seja o que melhor saiba marcar entre os três.

André Santos não entra na comparação porque é muito fraco como marcador, e acho que não sustentará a titularidade por muito tempo. O jogador possui uma “máscara” fora do comum, e para possuir essa máscara e se manter na seleção, tem que jogar muito mais do que ele pensa que joga. No Corinthians, o jogador foi muito bem nos dois primeiros anos, mas quando a fama chegou tornou-se um jogador comum.

O maior desafio de Mano na seleção começa no próximo domingo contra a Venezuela, mesmo sendo o jogo mais fácil, já conseguiremos analisar se o esquema 4-3-3 funcionará.
Abraço e até a próxima.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Não chega ser surpresa, e Tottenham sai na frente...

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15 de fevereiro de 2011. Milan 0 x 1 Tottenham. Liga dos Campeões:

Hoje começou as oitavas da Liga dos Campeões, e logo de cara um dos confrontos mais abertos dessa fase. Em Milão, Milan enfrentou Tottenham.

O time italiano foi no 4-3-1-2, com:

Abate, Nesta, Yeppes, Antonini;

Gattuso, Thiado Silva, Flamini;

Seedorf;

Ibra, Robinho.

E os ingleses no 4-2-3-1, com:

Corluka, Gallas, Dawson, Ekotto;

Sandro, Palacios;

Lennon, Van der Vaart, Pienaar;

Crouch.

O time inglês fez tudo certinho, e no primeiro tempo foi muito melhor, marcando um pouco adiantado e parecia jogar em casa. Já o Milan tinha muitas dificuldades na transição para o ataque, já que os volantes Gattuso e Flamini não faziam essa função, e mais a frente o cansado Seedorf não conseguia articular a equipe.

No segundo tempo o Milan parecia voltar melhor, com a entrada de Pato no lugar de Seedorf, e Robinho foi recuado para tentar armar o time, função que vem fazendo muito bem nos últimos jogos. Mas aos 11 minutos Flamini, que pouco fez no jogo, deu entrada desleal em Corluka, e o tirou do jogo. A partir daí o clima esquentou, e era tudo que os ingleses queriam, já que nessa altura recuaram a marcação e esperavam o contra ataque. E com o descontrole principalmente de Gattuso o time de Milão se complicou, aos 35 minutos em escapado de Lennon o Tottenham abriu o placar, 0 x 1 na casa do adversário. Mesmo no desespero o Milan teve chances no finalzinho, e teve até gol bem anulado de Ibra aos 49 minutos.

Ficou assim, agora para o jogo de volta na Inglaterra, os ingleses tem boa vantagem. E vale nota para o descontrolado Gattuso, jogador de muita raça, capitão da equipe, mas que às vezes exagera, e com seu destempero não ajuda seu time. Ele no meio do jogo agrediu um senhor, de certa idade, da comissão técnica do time adversário, e após a partida voltou a repetir o ato com uma cabeçada. Não contente tomou cartão amarelo durante a peleja e não participara do segundo jogo. Tomara que entre Merkel, que hoje já poderia ter atuado no lugar de Flamini.

Felipe Xavier Pelin é corinthiano e gosta desse negócio chamado Futebol.

Seu Twitter é @felipexpelin

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

França 1 x 0 Brasil...


9 de fevereiro de 2011. França 1 x 0 Brasil. Amistoso Internacional:

A seleção brasileira enfrentou a França, em mais um amistoso. E já que não participaremos de eliminatórias para a Copa do Mundo, tem uma importância muito maior na preparação da seleção verde e amarela.

Mano Menezes mandou para campo o Brasil, com:

Julio Cesar,

Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz, André Santos;

Elias, Lucas, Hernanes;

Renato Augusto;

Robinho, Pato.

Esse jogo mostrou uma mudança no modo de Mano Menezes armar a equipe. Já que vinha com um 4-2-3-1 normalmente, e nesse confronto podemos dizer que alterou para um 4-3-1-2. E para isso o técnico apostou um dois volantes, Hernanes e Elias, que poderiam ajudar muito mais na armação do time, com um meia que encoste no ataque. Porem como vimos algo não deu certo, já que o resultado não veio.

Observo que o maior problema na seleção foi que o meia que deveria organizar o time e encostar nos atacantes, Renato Augusto, ficou deslocado demais para a lateral direita do campo. Assim a equipe parecia “acéfala”, mesmo com Elias buscando o jogo, a função deste é fazer a transição e passar para esse meia armador criar os lances mais agudos do ataque. Se nesse jogo não tivemos um organizador, temos quase certeza que esta posição já tem dono. E será de Ganso, assim que este puder jogar. Mesmo assim, achei a escolha do treinador errada, já que poderia utilizar Hernanes, que joga assim na Lazio, ou mesmo Robinho, que cumpre essa função no Milan, isso para citar os que ali estavam.

Isso já não vinha funcionando muito bem, até que aos 40 minutos, Hernanes foi expulso merecidamente, em jogada estúpida. Ai todo o jogo foi prejudicado...

Mesmo assim o teste valeu para observar que os laterais brasileiros precisam melhorar muito. E na verdade, acho que se na lateral direita a briga será dura entre Maicom e Daniel Alves, que foi muito mal, pouco apoiou, muito pela presença de Renato Augusto que caia por ali, e parecia congestionar a lateral direita. Na lateral esquerda acho que Marcelo, do Real Madrid, é melhor opção.

Nas mudanças que foram feitas durante o jogo, a que mais agradou foi a entrada de Jadson, que conseguiu criar algumas jogadas interessantes.

E foi mantida a nossa freguesia para a França, que é muito melhor que a que participou da Copa de 2010, e foi mais um adversário forte que não conseguimos ganhar.

Felipe Xavier Pelin é corinthiano e gosta desse negócio chamado Futebol.

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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Robinho foi o destaque, e Milan avança na Copa...

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20 de janeiro de 2011. Milan 3 x 0 Bari. Copa da Itália:

Acabou de acontecer mais um confronto pelas oitavas de final da Copa da Itália, Milan x Bari. Milan localizada quase no joelho da bota italiana e Bari próxima ao salto, quase opostos no país.

O Milan entrou como claro favorito no confronto, e Allegri armou o time rubro-negro de Milão num 4-3-1-2, com:

Oddo, Nesta, Yepes, Antonini;

Gattuso, Ambrosini, Merkel;

Robinho;

Ibra, Cassano.

Com essa formação Robinho se posicionou em campo na meia e centralizado, era função dele armar a equipe, mesmo não sendo exatamente essa sua característica, fez boa partida. Tanto que aos 19 minutos puxou contra ataque muito rápido e Ibra cortou o zagueiro e bateu firme no gol, 1x0. Aos 45 minutos do primeiro tempo, a bola caiu nos pés do brasileiro, que estava em impedimento, ele deu mais uma assistência, agora para trás e Merkel marcou, 2x0. E aos 20 minutos do segundo tempo Robinho recebeu de Merkel e fez o seu 3x0. Ou seja, o ex-santista participou dos três gols, mesmo não participando muito de todo o jogo foi decisivo para seu time. E parece ter se entrosado com Cassano, que estreava como titular na equipe, tanto que em alguns momentos os dois invertiam de posição de forma interessante, com o brasileiro avançando mais ao ataque.

Apesar de bom placar o jogo não teve lances muito emocionantes, já que o Milan, mesmo tendo o domínio do jogo deixava o Bari jogar, e se defendia muito bem com seus três volantes a frente da área dando muito combate, e esperava o contra ataque, funcionou. Já o time do sul da Itália, em nenhum momento teve a ambição de ameaçar seu adversário.

Felipe Xavier Pelin é corinthiano e gosta desse negócio chamado Futebol.

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